DESGASTE:
Quando um carro sai de fábrica, sua chapa é protegida por uma brilhante e dura camada de tinta que tem algo entre 60 e 80 mícron de espessura. Esta camada é normalmente dividida em cerca de 20 mícron para o "primer" que é a base da tinta e que permite a adesão da tinta à chapa de aço, e cerca de 40 mícron para a tinta propriamente dita. No caso de tintas metálicas e perolizadas existe ainda uma última camada de verniz incolor. Esta fina camada de menos de 1 décimo de milímetro dá ao carro a aparência brilhante que esperamos ver, e ainda protege o aço contra a corrosão. A tinta brilha, pois é, lisa e sem irregularidades.
Ao deixar a fábrica a pintura começa a receber o ataque de poluição, raios infravermelhos e ultravioleta, panos e escovas de lava rápidos, detergentes, etc. O resultado disso é que, com o tempo, a pintura lisa e brilhante vai ficando com pequenas irregularidades, comprometendo a reflexão da luz, e com isso o brilho. Pintura fosca, sem brilho e com aparência de ressecada é sinal de que a pintura pode estar queimada.
Basicamente são três os fatores que causam a transformação da pintura: agressões externas, como exposição do veículo ao sol durante muito tempo; lavagem do veículo com xampu ou sabão muito forte também podem deixar a pintura queimada; o uso de solvente de qualidade ruim. A solução é aplicar massa de polir até eliminar o defeito.